ANTÓNIO NOBRE


Sua passagem por Penafiel

 TipologiaPersonagem
Autores: Emanuel Coelho (Os Imaginadores - 6ºE)
Centro/Escola: ESCOLA BÁSICA 2/3 PENAFIEL Nº2
(Penafiel) Portugal
 Penafiel é uma terra que também já atraiu grandes figuras da literatura portuguesa. Um dos casos mais notáveis é o da passagem por esta cidade do grande poeta português António Nobre.


SONETO

Meus dias de rapaz, de adolescente,
Abrem a boca a bocejar, sombrios:
Deslizam vagarosos, como os Rios,
Sucedem-se uns aos outros, igualmente.

Nunca desperto de manhã, contente.
Pálido sempre com os lábios frios,
Ora, desfiando os meus rosários pios...
Fora melhor dormir, eternamente!

Mas não ter eu aspirações vivazes,
E não ter como têm os mais rapazes,
Olhos boiados em sol, lábio vermelho!

Quero viver, eu sinto-o, mas não posso:
E não sei, sendo assim enquanto moço,
O que serei, então, depois de velho.
Data, ou período histórico
Localização
Fontes de informação
Câma Municipal de Penafiel



António Pereira Nobre nasceu a 17 de Agosto de 1867 no Porto, sendo filho de José Pereira Nobre da Lixa, e de Ana de Sousa, natural do Seixo, freguesia de São Mamede de Recezinhos, Penafiel.



Matriculou-se em 1888 no curso de Direito na Universidade de Coimbra. Como os estudos lhe corressem mal, partiu para Paris onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas, licenciando-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, tenta entrar na carreira diplomática, mas a tuberculose impede-o.




As largas temporadas que passou no Seixo (Penafiel), estão referenciadas na sua poesia, como por exemplo na sua obra “Só”, onde vários poemas como “António”, “Certa Velhinha” falam dessas vivências, bem como posteriormente as passagens relativas à estalagem de Casais das senhoras Andrades, (actualmente conhecida por residencial Bolinhos de Amor), em que costumava passar muito do seu tempo.
A tuberculose foi a doença com que viria a falecer a 18 de Março de 1900, na Foz, deixando um precioso espólio literário.


Em Casais Novos (Penafiel) escreveu os seguintes poemas publicados nos "Primeiros Versos": "O Amor", "Inglesinha", "Inglesa", "Quando eu Morrer", "As Algas", "Quando chegar a Hora".


Este "poeta da tristeza", e um dos mais conhecidos da nossa poesia, tem o seu busto num monumento em sua honra em pleno Jardim do Calvário, na principal avenida da cidade de Penafiel, que lhe soube prestar o devido tributo.

Projecto relacionado:
 
http://www.cm-penafiel.pt